Desde o lançamento da primeira prequel A Ameaça Fantasma em 1999, todo mundo detonou os filmes de forma impiedosa. Mas eles são tão ruins assim? Vejam a minha opinião como grande fã da série Star Wars desde a mais tenra idade.
Aviso de spoiler: aqui revelo algumas informações sobre a trama que podem prejudicar a experiência dos que ainda não viram os filmes. Aviso dado! 😉
O que eu não gostei
Vou começar pelo que foi mais falado: os pontos negativos dos três filmes, que compreendem o já citado a Ameaça Fantasma de 1999 (Episódio I), o Ataque dos Clones de 2002 (II) e a Vingança dos Sith de 2005 (III).
Anakin Skywalker/Darth Vader
Darth Vader é um dos mais icônicos vilões do cinema, e a história do seu surgimento sempre foi um objeto de grande curiosidade para os apreciadores da série clássica, principalmente depois do emblemático O Império Contra-Ataca de 1980. Porém as três prequels foram patéticas em revelar as origens desse complexo personagem: Anakin Skywalker é mostrado como uma criança chata, um adolescente chato e um jovem chato, e que apenas junta-se ao lado negro da força por medo de perder a namoradinha (a rainha Padmé).
Esperava-se bem mais do temível Darth Vader. Junte-se isto à péssima interpretação do ator Hayden Christensen nos Episódios II e III, e a shit está completa. Talvez, se as prequels tivessem sido rodadas antes da era do politicamente correto, as origens do lendário Darth Vader poderiam ser bem mais sombrias.
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Hayden Christensen fez um péssimo trabalho como Anakin Skywalker |
Personagens descartáveis
Há muitos personagens nos três filmes completamente desnecessários, mas o pior disparado é o mala sem alça do Jar Jar. Ele tenta ser o alívio cômico e exercer a função que nos filmes clássicos foi do androide C-3PO, obviamente que sem o mesmo sucesso. O próprio George Lucas também deve ter ficado de saco cheio dele, tanto que ele mal aparece nos Episódios II e III, um grande alívio!
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Jar Jar Binks provavelmente é o personagem mais detestado de todo o universo Star Wars |
O burocrático conselho Jedi
O lendário conselho Jedi é mostrado como se fosse formado por executivos burocratas que saem de uma reunião para entrar em outra, e sem decidirem nada do jeito devido. É também difícil imaginar que Jedis poderosíssimos como o Mestre Yoda ou mesmo o Mace Windu pudessem ser tão facilmente enganados pelos Sith, que passaram a mão na bunda deles sem os mesmos nem perceberem.
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Uma típica reunião dos executivos Jedi |
Um Sith mal aproveitado
Se fosse melhor explorado, o personagem do Conde Dooku/Darth Tyranus teria tudo para exercer o papel que foi do Darth Vader nos filmes clássicos. Ele foi primorosamente interpretado pelo veterano ator Christopher Lee (infelizmente falecido em 2015), pena que teve pouco espaço nos filmes.
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O Conde Dooku (Dookan na versão HuehueBr, por motivos óbvios) |
Um Sith irrelevante
Principal antagonista do Episódio I, o Darth Maul é o mais inexpressivo e sem graça Sith de toda a história da distante galáxia, tanto que fiquei duplamente feliz quando ele leva um pau do Obi-Wan no final do filme: pela morte do vilão, e melhor ainda que ele não mais voltará, para a nossa alegria! Bem que o George Lucas poderia ter descartado esse personagem e destacado mais o Conde Dooku.
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O Darth Sem Graça |
Um casal forçado
Certamente muitos fãs esperavam mais dos pais do Luke e da Leia. O casal formado pelo Anakin e pela Padmé (interpretada pela bela e talentosa Natalie Portman) convence tanto e tem a mesma empatia do casal principal da novela das sete. Não rola “aquela química”, mais por culpa da péssima atuação do Hayden Christensen.
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Não, não é o casal principal da novela das sete |
O que eu gostei
Mas nem tudo foi ruim nas prequels. Há umas paradas bem bacanas!
Obi-Wan Kenobi
Este importante Jedi foi muito bem desenvolvido ao longo dos três filmes e é de longe o melhor personagem das prequels, com grande atuação do Ewan McGregor. Não o culpo pelo fato do Anakin ter ido para o lado negro da força: não devia ser fácil aguentar aquele cara chato!
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O melhor personagem das prequels |
Senador Palpatine/Darth Sidious
Se a construção do Darth Vader foi mal pensada e executada, a do sinistro Imperador foi feita à perfeição. Assim como um típico político brasileiro, ele vai comendo pelas beiradas no Senado até dar o “golpe” (palavra tão em moda ultimamente) e assumir o poder, criando assim o Império Galáctico. Ótima atuação do ator Ian McDiarmid.
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O Senador Palpatine certamente é ídolo de muitos políticos brasileiros |
Os confrontos finais
A luta entre o Obi-Wan e o Anakin, e a do Mestre Yoda contra o Imperador mostradas no terceiro ato do Episódio III são de perder o fôlego e um exemplo do uso de CGIs próximo da perfeição. Realmente George Lucas tem razão: seria impossível ter rodado estas sequencias nos filmes clássicos, limitados pela tecnologia da época e por um orçamento proporcionalmente muito menor. Eu diria que este terceiro ato, por si só, é quase capaz de redimir todas as três prequels.
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Uma briga de sabre de luz no elevador |
Para finalizar, mostro a minha caixa com os Blu-Rays dois seis primeiros filmes:
E vocês, o que acham das prequels do Star Wars?
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